Diagnóstico Laboratorial de Sífilis
- Fernanda
- 5 de mai. de 2017
- 2 min de leitura
Primeiramente temos que entender o que é a Sífilis, é uma doença sexualmente transmitida (DST) causada pela bactéria Treponema pallidum. Seu contágio além da relação sexual pode ser através da placenta, quando a mãe está infectada, parto ou também, mas é mais raro o contágio por transfusão sanguínea.

Temos 4 estágios da Sífilis, são eles:
- Primária: com o surgimento de uma ferida única, chamada de Cancro duro, no local de entrada da bactéria, essa ferida aparece de 10 a 90 dias após o contágio.
- Secundária: Aparece entre 6 semanas e 6 meses do aparecimento da ferida inicial e após sua cicatrização, com manchas nas palmas das mãos e nas plantas dos pés.
- Latente: não aparecem sinais e sintomas, a duração é variável.
- Terciária: Pode surgir de 2 a 40 anos após o início, com lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar a morte.
Agora sim podemos falar do diagnóstico, temos 2 grupos, os exames diretos e os testes imunológicos.
Nos exames diretos temos:
- Exame em Corpo Escuro: Pode ser realizada nas lesões primárias e secundárias, é utilizado o exsudato seroso das lesões e o material deve ser analisado logo depois da coleta da amostra. Utilizamos um microscópio com condensador de corpo escuro, nele conseguimos visualizar o T. pallidum vivo e sua motilidade. (sensibilidade entre 74% e 86% e sua especificidade pode alcançar 97%)
- Pesquisa direta com material corado: pode ser corado com diversos métodos, como Método Fontana-Tribondeau, Método de Burri; sua sensibilidade é inferior do exame em corpo escuro.
Testes Imunológicos, existem 2 tipos: não treponêmicos e treponêmicos:
Não Treponêmicos:
- Os testes não treponêmicos utilizam do método de floculação, eles não são específicos do T. pallidum pois detecta a anti-cardiolipina. Pode ser utilizado como método pois a cardiolipina está presente quando temos a lesão, mas precisa de um teste específico para confirmar o diagnóstico. Também temos a parte quantitativa do teste, que se da em títulos, pois você faz uma diluição seriada da amostra, e esse teste é importante tanto na fase de diagnóstico, quando na fase de tratamento, pois você consegue acompanhar se está dando certo ou errado. O método mais antigo é o VDRL e temos as suas modificações, ex: RPR.
- Testes treponêmicos: Utilizam lisados completos de T. pallidum ou antígenos treponêmicos recombinantes e detectam anticorpos específicos, normalmente IgG e IgM. Os mais importantes são:
- Teste de anticorpos treponêmicos fluorescentes com absorção (FTA-abs): Primeiro teste a dar reagente após a infecção, e requer microscópio de fluorescência. É realizado em lâminas nas quais são fixados antígenos do T. pallidum.
- ELISA: utilizado em diversos exames imunológicos. Quando anticorpos anti-T. pallidum estão presentes nas amostras, eles se ligarão aos antígenos.
- Teste imunológico com revelação quimioluminescente e suas derivações: para a realização desses testes, pérolas são revestidas por antígenos do T. pallidum, aos quais se ligarão anticorpos específicos, quando presentes nas amostras.

Deu para ajudar um pouquinho?
Saudações Biomédicas
Fonte: MANUAL TÉCNICO PARA DIAGNÓSTICO DA SÍFILIS - Ministério da saúde